Vacinas

Vacinas - Sangiovanni Vacinas

Vacina BCG INTRADÉRMICA

Esta vacina protege contra a tuberculose e suas formas graves: meningite e doença disseminada. A criança deve ser vacinada o mais precoce possível, idealmente no 1º mês de vida.

Esquema: Deve ser administrada por via intradérmica, de preferência no braço direito, na altura da inserção inferior do músculo deltóide. Uma segunda dose pode estar recomendada quando, após seis meses, não se observar cicatriz no local da aplicação.

A evolução da reação vacinal caracteriza-se pela ocorrência de nódulo no local o qual evolui para pústula, seguida de crosta e úlcera, com duração habitual de seis a 10 semanas, dando origem quase sempre a pequena cicatriz. Pode haver a ocorrência de secreção durante a fase de ulceração.

Indicação: Proteção contra a tuberculose para uso nos neonatos com peso maior ou igual a 2.000 g.

Vacina DIFTERIA, TÉTANO – COQUELUCHE ACELULAR DO ADULTO (DTP ACELULAR DO ADULTO)

Esta vacina formulada especialmente para uso nos adultos protege contra a coqueluche, o tétano e a difteria. A coqueluche é doença bacteriana aguda, altamente contagiosa, causada pela Bordetella pertussis. A ocorrência de coqueluche vem aumentando entre os adultos; estes últimos têm sido responsáveis pela transmissão desta doença para as crianças durante o primeiro ano de vida.

O tétano é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada pelo Clostridium tetani. A doença caracteriza-se por hipertonia da musculatura, generalizada ou não. Essa contratura permanente pode se intensificar e causar o espasmo ou convulsão tônica a qual é responsável pela maioria dos óbitos. A difteria é uma doença infecciosa aguda, causada pelo Corynebacterium diphtheriae, que atinge preferencialmente crianças.

Esquema: Os adultos com esquema de vacinação contra o tétano e a difteria (dT) incompleto ou desconhecido, devem iniciar ou completar o esquema de três doses; deve-se utilizar a vacina tríplice bacteriana dTpa em substituição a uma das doses da vacina dupla contra o tétano e a difteria.

Para os adultos não vacinados, está recomendado administrar as duas primeiras doses, com um intervalo mínimo de quatro semanas, e a terceira dose 6 a 12 meses após a segunda; nestes casos deve-se utilizar a vacina tríplice dTpa em substituição a uma das doses da vacina dupla contra o tétano e a difteria.

Devem vacinar contra difteria, tétano e coqueluche tipo adulto (dTpa): todos os adultos que convivem ou cuidam de crianças com menos de um ano de idade (pais, avós, irmãos mais velhos e cuidadoras); todos os adultos que ainda não se vacinaram contra difteria, tétano e coqueluche; grávidas com mais de 20 semanas de gestação; puérperas não vacinadas durante a gravidez devem receber esta vacina no pós-parto imediato; adultos com mais de 65 anos podem se vacinar com a dTpa.

Vacina DIFTERIA, TÉTANO, COQUELUCHE ACELULAR INFANTIL (DTP ACELULAR INFANTIL)

Esta vacina protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche (pertussis) as quais são doenças potencialmente graves. As vacinas mais modernas denominadas vacinas acelulares contra a difteria, o tétano e a coqueluche apresentam menor ocorrência de reações tais como: dor no local da administração, febre elevada, irritabilidade e choro prolongado. Sempre que possível, seu uso deve ser preferido. Nos países desenvolvidos estas vacinas acelulares constituem a vacina de preferência do calendário de vacinação.

Esquema: As três primeiras doses da vacina tríplice bacteriana acelular (DPTa) devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose (1º reforço) deve ser aplicada entre 15-18 meses e a quinta dose (2º reforço) entre 4-6 anos de vida.

Indicação: Proteção contra a difteria, o tétano e a coqueluche associada a menor ocorrência de efeitos adversos.

Importante: Decorrente do recente aumento de casos de coqueluche entre os adultos no mundo e da consequente transmissão desta doença para as crianças, recomenda-se que todas as pessoas (babás, pais, irmãos, avós) que cuidam de crianças com menos de 1 ano de idade vacinem-se contra Difteria, Tétano e Coqueluche utilizando a vacina formulada para uso nos adultos.

Vacina GRIPE (INFLUENZA)

A gripe humana, conhecida como Influenza, é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais.

A transmissão ocorre através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada para a pessoa sadia durante a tosse ou o espirro. O período de incubação varia de um a quatro dias; a transmissão do vírus pode ter início no dia anterior ao início dos sintomas até o sétimo dia e, por vezes, até o décimo dia de doença.

Por vezes a gripe é doença potencialmente grave e acompanhada de complicações sérias tais como pneumonia bacteriana, otite, sinusite, desidratação, agravamento de doenças crônicas e óbito. Os idosos, as crianças, as gestantes e os portadores de doenças crônicas apresentam risco elevado de complicações pela gripe; portanto devem receber prioritariamente a vacina contra a gripe.

Aqueles que convivem no mesmo domicílio com pessoas que apresentam maior risco de complicações devem se vacinar.

A cada ano cerca de 10% a 20% da população mundial é acometida pela gripe humana com mais de meio milhão de óbitos. No Brasil, o pico de incidência da gripe ocorre entre o final de maio até agosto; portanto, recomendamos que a vacina seja realizada antes dos meses de inverno.

Esquema: O esquema vacinal consiste em uma dose anualmente; idealmente a partir do início de março. A vacina contra a gripe confere proteção a partir de duas semanas após sua administração. A vacina é inativada, purificada e segura; dor local e pequena enduração podem ocorrer.

Devem vacinar contra a gripe: todas as pessoas acima de seis meses; portanto recomenda-se que todos os adultos e os idosos se vacinem contra a gripe.

Vacina HAEMOPHILUS INFLUENZAE DO TIPO B (HIB)

Esta vacina protege contra a meningite bacteriana, epiglotite, pneumonia e otite causadas por este agente. A maior parte das infecções por este agente ocorre em crianças com menos de cinco anos de idade.

Esquema: As três primeiras doses devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; reforço deve ser administrado entre 15-18 meses de idade.

Indicação: Proteção contra meningite, epiglotite, pneumonia e otite causadas pelo Hib.

Vacina HEPATITE A

A hepatite A é adquirida principalmente pela via oro-fecal através do contato pessoa a pessoa ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados. A gravidade do quadro clínico aumenta de acordo com a idade da pessoa; no adulto, a hepatite A é comumente acompanhada de sintomas tais como febre, calafrios, fraqueza, falta do apetite, náuseas, icterícia, urina escura, fezes de cor clara, dor abdominal e fadiga.

Recaídas e persistência dos sintomas por vários meses ocorrem em cerca de 10-15% dos casos. A hepatite fulminante é a complicação mais temida desta infecção podendo evoluir para o óbito.

Esquema: O esquema de vacinação é composto por duas doses com um intervalo de seis meses entre as mesmas. A eficácia da vacina é de aproximadamente 100%. Embora não tenha sido bem estabelecido à duração da imunidade induzida pela vacinação, atualmente estima-se que esta deve se estender por pelo menos 20 anos.

Devem vacinar contra a hepatite A: todos os adultos que desejem se proteger contra a hepatite A e, particularmente, aqueles residentes de área endêmica, viajantes para áreas endêmicas e portadores de doença hepática crônica.

Vacina HEPATITE B

A hepatite B é uma das principais causas de hepatite aguda e crônica, cirrose e câncer de fígado no mundo. A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) é um problema mundial. Estima-se que haja 300 milhões de indivíduos portadores do HBV no mundo, e que ocorram cerca de 250 mil óbitos anualmente em decorrência de doença hepática aguda ou crônica relacionada à infecção pelo vírus da hepatite B. A transmissão da hepatite B ocorre através do contato com sangue, saliva, sêmen e outras secreções orgânicas de indivíduos portadores do vírus da hepatite B.

Esquema: esquema de vacinação é composto por três doses sendo a 1ª dose na data escolhida, a 2ª dose um mês após a primeira dose, e a 3ª dose seis meses após a primeira dose. A eficácia desta vacina é de 95%.

Devem vacinar contra a hepatite B: todos adolescentes e adultos que não tenham sido previamente vacinados, particularmente aqueles com vida sexual ativa.

Vacina HEXAVALENTE

A Hexavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenza tipo b, poliomielite inativada e hepatite b.

Essa á uma vacina inativada, ou seja, não causa a doença.

É indicada para crianças a partir de 2 meses de idade podendo ser aplicada até os 7 anos.

Esquema vacinal: vacinação rotineira de crianças aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 anos, por meio da aplicação intramuscular.

Vacina INFECÇÃO MENINGOCÓCICA

De acordo com a OMS, a cada ano, cerca de 500.000 casos de doença meningocócica ocorrem em todo o mundo, causando em torno de 50.000 mortes. A doença meningocócica é repentina e de rápida progressão, podendo levar o paciente ao óbito em um intervalo de 24 a 48 horas.

No Brasil, onde circulam os sorogrupos C, B, W-135 e Y, esta doença ocorre de forma endêmica e em surtos epidêmicos. Nesta última década, houve um crescente aumento de casos causados pelo sorogrupo C e uma grande redução de casos pelo sorogrupo B; neste período, observou-se ainda um aumento dos casos pelos sorogrupos W-135 e Y.

Atualmente o sorogrupo C é o mais prevalente sendo responsável pela maioria dos casos no Brasil.

A vacina conjugada contra infecção meningocócica protege contra a meningite, causada pela bactéria meningococo.

Esquema: No Brasil são utilizadas duas vacinas conjugadas contra o meningococo: a vacina conjugada contra a meningite meningocócica causada pelo sorogrupo C, a qual está recomendada para crianças, adolescentes e adultos, e a vacina conjugada contra a meningite meningocócica pelos sorogrupos A, C, Y e W135, a qual foi licenciada no Brasil para uso nos adolescentes e adultos a partir de 11 anos até os 55 anos de idade.

A vacina conjugada contra a infecção meningocócica deve ser administrada nos adolescentes e adultos em esquema de uma ou mais doses na dependência da presença de fatores de risco para infecção por este agente. Nas pessoas que persistem com risco elevado de doença meningocócica, podem estar indicadas duas doses com intervalo de dois meses entre elas e dose de reforço a cada cinco anos.

Se a vacina meningocócica conjugada quadrivalente não estiver disponível, a vacina monovalente para o tipo C pode ser empregada, lembrando que esse é o tipo mais comum em nosso país na atualidade.

Devem vacinar contra a doença meningocócica: todos os adolescentes e adultos sempre que possível e, particularmente, para aqueles que residam ou viagem para áreas com alta incidência de doença meningocócica e nos casos de surtos.

Vacina INFECÇÃO PNEUMOCÓCICA

A doença pneumocócica, e em particular a pneumonia pneumocócica, é um problema de saúde pública. A doença pneumocócica causa o óbito de 1,6 a 2,0 milhões de pessoas a cada ano no mundo; metade destes óbitos ocorrem nos adultos e idosos. A doença pneumocócica é a causa mais comum de óbitos causados por doenças passíveis de prevenção no mundo.

O pneumococo é a bactéria responsável por grande parte dos casos de pneumonia, otite, sinusite, infecções da corrente sanguínea e meningite em todo o mundo. Essa bactéria é a causa mais comum de pneumonia na comunidade acometendo o idoso, o adulto jovem e a criança.

A ocorrência das formas mais graves da doença pneumocócica e a letalidade aumentam nos idosos e nos pacientes portadores de doença pulmonar crônica, enfisema, asma, fumantes, doença cardiovascular crônica, diabetes mellitus, doenças hepáticas crônicas, cirrose, esplenectomia, câncer, transplante de órgãos ou medula óssea, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica e uso de quimioterapia ou corticóide por tempo prolongado. Esta bactéria apresenta mais de 90 tipos distintos; a imunidade é específica para cada sorotipo do pneumococo. Portanto um indivíduo que apresente pneumonia por esta bactéria pode apresentar novos episódios por outros sorotipos.

Esquema: Existem duas vacinas contra a infecção pneumocócica.

-A vacina pneumocócica polissacáride 23-valente (VPP23), protege contra 23 sorotipos e é utilizada nos adultos e idosos, não sendo eficaz abaixo dos dois anos de idade. Está recomendada para todos acima de 60 anos de idade em esquema de duas doses com intervalo de cinco anos; também está indicada para aqueles entre 2 e 60 anos portadores de condições de risco elevado para doença pneumocócica.

-A vacina pneumocócica conjugada 13-valente (VPC13), protege contra 13 sorotipos e está indicada para todos os adultos acima de 19 anos portadores de doenças com risco elevado para infecção pneumocócica, tais como: imunodeficiências adquiridas ou congênitas, portadores de HIV, insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, leucemias, linfomas, doença de Hodgkin, neoplasia, imunossupressão por drogas, transplantados de órgãos sólidos, mieloma múltiplo, esplenectomizados, anemia falciforme, fístula liquórica e implante coclear. Nos pacientes de risco elevado para infecção pneumocócica o esquema de vacinação preconizado para a prevenção da doença pneumocócica deve ser iniciado com uma dose da vacina 13 valente (VPC13) seguida de uma dose da vacina 23 valente (VPP23) dois meses depois, e uma segunda dose de VPP23 cinco anos após. Para indivíduos que já receberam uma dose prévia da VPP23, recomenda-se um intervalo de um ano para a aplicação de VPC13 e de cinco anos para a aplicação da segunda dose da VPP23, com intervalo mínimo de dois meses entre as duas.

Para indivíduos que já receberam duas doses prévias da VPP23, recomenda-se uma dose da vacina 13 valente desde que tenha sido decorrido intervalo de um ano após a última dose da VPP23.

Sempre que a segunda dose da vacina 23 valente tiver sido aplicada antes dos 65 anos, está indicada uma terceira dose depois desta idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Vacina MENINGITE MENINGOCÓCICA DO SOROGRUPO B – UMA NOVA VACINA

A meningite meningocócica, causada pela bactéria meningococo, é doença grave apresentando seqüelas e elevada letalidade apesar do uso adequado de antibióticos.

De acordo com a OMS, a cada ano, cerca de 500.000 casos de doença meningocócica ocorrem em todo o mundo, causando em torno de 50.000 mortes. A doença meningocócica é repentina e de rápida progressão, podendo levar o paciente ao óbito em um intervalo de 24 a 48 horas.

No Brasil, onde circulam os sorogrupos B, C, W e Y, a doença meningocócica ocorre de forma endêmica e em surtos epidêmicos.

Atualmente no Brasil, adoença meningocócica é causada em 70% das vezes pelo sorogrupo C, 20% pelo sorogrupo B e 10% pelo W e Y juntos. Portanto, quando consideramos todas as faixas etárias, o meningococo do sorogrupo B é responsável por aproximadamente 20% dos casos de doença meningocócica.

Atualmente, o sorogrupo B causa 43% dos casos de meningite meningocócica abaixo dos cinco anos e tornou-se a principal causa de doença meningocócica invasiva em lactentes com menos de 1 ano de idade no Brasil, sendo responsável por 47% dos casos nesta faixa etária.Tal fato deve-se em parte ao programa de vacinação, iniciado no Brasil desde 2010, contra o meningococo C com importante redução na incidência deste sorogrupo.

Recentemente foi aprovada pela ANVISA a vacina contra o meningococo do sorogrupo B (Bexsero) com indicação para uso a partir do dois meses até os 50 anos de idade.

Esta vacina também está licenciada na Europa, no Canadá, Austrália e EUA. Em janeiro de 2013, esta vacina foi aprovada para uso em crianças acima de dois meses de idade na União Européia. Nos EUA, o Comitê Acessor em Práticas de Imunizações (ACIP) recomendou seu uso para pessoas > 10 anos com risco elevado para doença meningocócica invasiva.

No Brasil, esta vacina está indicada a partir dos2 meses aos 50 anos de idade.

Segue o esquema vacinal recomendado em bula:

– Crianças entre 2 a 5 meses de idade: três doses, com um intervalo de dois meses entre elas; dose de reforço administrada entre 12 e 23 meses de idade.

– Crianças não vacinadas entre 6 e 11 meses: duas doses com dois meses de intervalo entre elas; dose de reforço administrada entre 12 e 23 meses de idade, respeitando intervalo de pelo menos dois meses após a última dose.

– Crianças não vacinadas entre 12 meses e 10 anos: duas doses, com dois meses de intervalo entre elas.

– Adolescentes a partir de 11 anos de idade e adultos: duas doses com intervalo mínimo de um mês entre as doses.

Não há dados sobre a utilização desta vacina nos adultos acima de 50 anos de idade.

Referências: Andrews SM, Pollard AJ. Lancet Infect Dis 2014; 14: 426–34 McIntosh ED et al. TherAdv Vaccines 2015; 3(1): 13– 23 Gossger N, Snape MD, Yu LM et al. JAMA 2012; 307: 573–582 Esposito S, Tagliabue C, Bosis S. J Immunol Res 2015; Article ID 402381

Vacina MMRV

Esta vacina é constituída pela combinação da vacina tríplice viral com a vacina varicela sendo, portanto, uma opção quando coincidir a indicação dessas duas vacinas para crianças menores de 12 anos. Entretanto, devem ser considerados os riscos aumentados de febre alta e a ocorrência mais frequente de exantema após a primeira aplicação desta vacina combinada quando comparados com a aplicação separada das vacinas contra a varicela e a tríplice viral.

Vacina PAPILOMAVÍRUS (HPV)

A infecção pelo HPV é uma doença sexualmente transmissível causada por um vírus denominado papilomavírus humano.

Aproximadamente 15 a 20 tipos do HPV são oncogênicos, ou seja, estão associados com a ocorrência de casos de câncer do colo do útero. Cerca de 1 em cada 10 pessoas, no mundo, estão infectadas pelo HPV.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o câncer do colo do útero é o segundo tipo mais comum de câncer entre mulheres, atrás apenas do câncer da mama. Até completar os 50 anos de idade, cerca de 80% das mulheres vão adquirir pelo menos uma infecção genital pelo HPV.

No mundo, a cada ano, o câncer de colo do útero é responsável por 500.000 novos casos e 270.000 óbitos entre as mulheres; 80% dos óbitos ocorrem nos países em desenvolvimento. Os papilomavírus tipos 16 e 18 são as causas mais importantes do câncer do colo de útero e de outros cânceres genitais, enquanto os tipos 6 e 11 são responsáveis por cerca de 90% das verrugas genitais. Os HPV tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Esquema: Existem duas vacinas contra o HPV licenciadas no Brasil: a quadrivalente (contra os tipos 6, 11, 16 e 18) indicada para os sexos feminino e masculino, e a bivalente (contra os tipos 16 e 18) indicada somente para o sexo feminino. O esquema de vacinação é composto por três doses sendo a 1ª dose na data escolhida, a 2ª dose um mês (no caso da vacina bivalente) ou dois meses (no caso da vacina quadrivalente) após a primeira dose, e a 3ª dose seis meses após a primeira dose.

As duas vacinas demonstraram eficácia altíssima na prevenção do câncer de colo associado aos tipos 16 e 18, e também algum grau de proteção cruzada contra outros tipos não contidos na vacina.

Estas vacinas estão contraindicadas durante a gestação.

Devem vacinar contra o papilomavírus: Ambos os sexos feminino e masculino a partir dos 9-10 anos de idade. Idealmente deve-se vacinar até os 11 e 12 anos de idade, antes do início das atividades sexuais.

A vacinação de mulheres até os 45 anos é considerada segura e eficaz por orgãos regulatórios de alguns países do mundo, nos quais está licenciada também para uso nessa faixa etária.

Também é válido, a critério médico, vacinar mulheres que já apresentaram infecção prévia pelo papilomavírus, pois pode haver benefício na prevenção contra outros tipos do HPV para os quais a vacina confere proteção.

Vacina PENTAVALENTE

A Pentavalente previne contra difteria, tétano, coqueluche, meningite por Haemophilus influenza tipo b e poliomielite.

A vacina é indicada para crianças a partir de 2 meses de idade e pode ser aplicada até os 7 anos.

Esquema de doses: indicada para vacinação rotineira aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 anos, sendo recomendado o uso da vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla (hexa). A aplicação ocorre por via intramuscular.

Vacina PNEUMOCÓCICA 23

Indicada para prevenir 23 tipos de pneumonia.

Trata-se de uma vacina inativada, por isso, não causa a doença.

A vacina é indicada para crianças a partir de dois anos de idade, adolescentes e adultos que tenham algum problema de saúde que aumentam o risco do surgimento de doenças pneumocócica, pessoas a partir de 60 anos.

O ideal é fazer a combinação da VPP23 com a VPC13. Recomenda-se iniciar o esquema vacinal com a aplicação da vacina pneumocócica conjugada e aplicar uma dose da VPP23 seis a doze meses depois da dose da vacina conjugada, e outra cinco anos após a primeira dose de VPP23. A aplicação é intramuscular.

Vacina POLIOMELITE

Esta vacina protege contra a paralisia infantil a qual é uma doença infecciosa viral aguda transmitida de pessoa a pessoa, principalmente pela via fecal-oral. O vírus pode acometer o sistema nervoso central, preferencialmente infectando e destruindo neurônios motores, levando à fraqueza muscular e à paralisia flácida aguda.

Esquema: As três primeiras doses devem ser aplicadas no 2º, 4º e no 6º mês de vida; uma quarta dose deve ser administrada entre 15-18 meses e a quinta dose entre 4-6 anos de idade.

Indicação: Proteção contra a poliomielite.

Importante: Devido aos raros casos de poliomielite paralítica associada à vacina oral (VOP), muitos países desenvolvidos recomendam de rotina a vacina inativada injetável contra a poliomielite (VIP); outra vantagem é que esta vacina pode ser administrada sob a forma combinada com outras vacinas.

Vacina ROTAVÍRUS

Esta vacina protege contra a infecção pelo rotavírus, a qual é a principal causa de diarréia grave nas crianças sendo responsável por 600.000 óbitos a cada ano no mundo principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil. A principal forma de transmissão se dá pela via fecal-oral, na maior parte das vezes através da ingestão de água, comidas e contato com superfícies contaminadas.

Esquema: No Brasil são utilizadas duas vacinas contra rotavírus.

A vacina oral pentavalente é administrada no esquema de três doses.

– A 1º dose da vacina deve ser administrada por via oral aos 2 meses de idade podendo variar entre seis e 14 semanas de idade; esta vacina não deve ser iniciada após 15 semanas de vida.

A 2ª dose da vacina deve ser aplicada por via oral aos 4 meses.

– A 3ª dose da vacina vírus deve ser aplicada por via oral aos 6 meses. O intervalo mínimo entre as doses deverá ser de 4 semanas. Nenhuma dose deve ser administrada após 32 semanas (oito meses) de idade.

A vacina oral monovalente é administrada no esquema de duas doses. A 1ª dose da vacina contra rotavírus deve ser administrada por via oral aos 2 meses de idade podendo variar entre seis e, no máximo, 14 semanas de vida. A 2ª dose da vacina deve ser administrada por via oral aos 4 meses de idade podendo ser administrada até 24 semanas de vida, respeitando-se o intervalo mínimo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose.

Indicação: Proteção contra a gastroenterite causada por rotavírus.

Vacina SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa; pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves. A caxumba, caracterizada pelo aumento das parótidas, raramente pode comprometer o sistema nervoso central causando meningoencefalite, causar inflamação dos testículos e dos ovários, pancreatite e surdez geralmente definitiva. A rubéola tem como complicação mais temida a transmissão congênita durante a gestação.

Esquema: os adultos previamente não vacinados devem receber duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Devem vacinar contra sarampo, caxumba e rubéola: todos os adultos que não tenham comprovante de vacinação ou de imunidade prévia, e não apresentem imunodeficiência grave, gravidez ou outra contra-indicação médica. É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido, em algum momento da vida, duas doses da vacina tríplice viral após completar um ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. Aplicar uma dose para indivíduos que receberam uma única dose previamente; aplicar duas doses para os que ainda não receberam nenhuma dose da vacina ou com antecedentes vacinais desconhecidos. O intervalo mínimo de 30 dias entre as doses precisa ser respeitado.

As mulheres em idade fértil devem avaliar a presença de imunidade contra a rubéola antes de engravidar, e caso necessário deverão se vacinar.

Vacina SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA

O sarampo é uma doença aguda e altamente contagiosa; pode causar pneumonia, laringite, conjuntivite, otite e problemas cerebrais graves.

A caxumba, caracterizada pelo aumento das parótidas, raramente pode comprometer o sistema nervoso central causando meningoencefalite, causar inflamação dos testículos e dos ovários, pancreatite e surdez geralmente definitiva. A rubéola tem como complicação mais temida a transmissão congênita durante a gestação.

Esquema: Esta vacina deve ser administrada a partir dos 12 meses de idade. Uma segunda dose deve ser realizada aos 15 meses. Todas as crianças e adolescentes devem receber ou ter recebido duas doses de SCR, com intervalo mínimo de 1 mês.

Indicação: Proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola.

Vacina VARICELA (CATAPORA)

A varicela (catapora) é doença altamente contagiosa. A ocorrência de óbito por varicela é quinze vezes mais freqüente no adulto. Mais raramente, formas graves e progressivas da doença podem manifestar-se clinicamente por encefalite, hepatite, pneumonite e óbito.

Adultos, gestantes, crianças menores de um ano de idade, e pessoas com prejuízo da imunidade apresentam maior risco de desenvolver complicações.

Esquema: O esquema vacinal acima dos 13 anos de idade é composto por duas doses com intervalo de quatro a oito semanas.

Devem vacinar contra a varicela: todos os adultos e adolescentes suscetíveis (sem história clínica de catapora ou de vacinação prévia); dentre estes, deve se dar atenção para a vacinação de professores, funcionários de escolas e creches, viajantes, mulheres em idade fértil e aqueles que convivem com crianças.

Esta vacina está contra-indicada na gestação e pessoas com imunodeficiência.

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